A maturidade e o bem comum

Se sabemos valorizar tudo o que recebemos da comunidade humana onde temos as nossas raízes, surge o dever moral de gratidão.

Tanto mais que normalmente não é possível devolver o equivalente ao que recebemos. Só podemos apreciá-los e orientar o agradecimento no sentido de ajudar os que vêm atrás de nós.

Chegar à maturidade humana significa superar a mentalidade de criança, que sempre espera receber dos mais velhos, e adquirir consciência das responsabilidades próprias.

Chegar à idade adulta significa assumir os trabalhos que a manutenção da vida social traz consigo, isto é, preocupar-se dos outros. Isto significa contribuir para o bem comum.

O bem comum é um imenso conjunto de bens materiais e espirituais que formam o património de uma sociedade. Por exemplo, a geografia e as paisagens de um país, as águas e riquezas naturais, o seu nível de vida, capacidade de produção, infra-estruturas de transportes e comunicações, edifícios, sistema de educação e de saúde, património artístico, etc.

E ainda outras coisas menos visíveis, mas importantes, como a ordem pública, a eficiência e a honestidade das instituições, a moralidade pública e familiar, etc. Também faz parte do bem comum que este esteja bem repartido por todos os membros da sociedade.

Todos os membros da sociedade têm o direito de gozar dos bens comuns e os membros adultos têm o dever de contribuir para esse bem comum de acordo com as suas possibilidades. Além disso, os adultos têm de contribuir proporcionalmente com mais do que recebem, porque os outros mais débeis (crianças, anciãos, doentes) podem contribuir com menos. Não é uma injustiça, mas precisamente o contrário!

O modo normal de contribuir para o bem comum é desempenhar bem o trabalho que lhe corresponde, seja ele qual for. Depois, cuidar das pessoas que de nós dependem. E também ajudar a conservar e fazer crescer todos os bens, materiais e espirituais, que o constituem. Contribui-se par o bem comum promovendo ou sustentando associações culturais, desportivas, de assistência, etc. Quanto mais iniciativas deste género houver, mais rica é uma sociedade.

Há assim três planos distintos de desenvolver os talentos pessoais: 1) desenvolvendo os próprios talentos a nível pessoal; 2) através dos laços familiares e de amizade; 3) assumir com entusiasmo as tarefas relativas ao bem comum da sociedade.

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